Colecionador de Memórias

Voltar. Voltar significa que você avançou, ou que no mínimo saiu do lugar. Podemos voltar por causa do medo, ou voltar para aqueles que deixamos pelo caminho. Não sei exatamente como isso funciona, a pessoa faz parte da sua vida e depois de certo tempo você não sabe como ela não está mais lá. Novas prioridades, novos projetos, tudo muda, tudo avança e o que sobra disso tudo?

Você conhece novas pessoas, mas sempre tem um momento que você para e pensa, melhor, você para e lembra, lembra como era feliz e como todos eram importantes. Lembra das conversas, dos momentos, de tudo.

Memórias também podem ser tristes, é difícil não construir novos momentos juntos. E é impossível aceitar que as pessoas que fazem parte hoje da sua vida, podem não fazer parte amanhã.

Não preciso de novas pessoas nem de colecionar memórias.

#ProntoSurtei Sonhos

Todo mundo tem um lugar de fuga. Aquele local onde nos abrigamos quando estamos nos sentindo sozinhos, incomodamos ou quando precisamos parar para pensar na vida. Nem sempre esse momento nos é cedido e você acaba surtando ou fugindo.

Desde que comecei a minha mudança para São Paulo, um seriado vem me acompanhando. Claro que você vai dizer que interpretamos aquilo que queremos, eu sei, e eu quis que fosse assim.  Quem me conhece já sabe que meu seriado favorito é Being Erica. Eu gosto de dizer que se você não está pronto, você não irá simpatizar com ele, de certa forma ele te obriga a refletir sobre a sua vida.

Antes de mudar para São Paulo, um episódio me chamou muito a atenção, nele a Erika, a personagem principal, estava em um momento de crise, avançar para um futuro incerto ou insistir em algo que ela não acreditava, mas que era um lugar seguro? Nesse momento, uma professora aparece e surge essa discussão.

 

Erica: I wanna understand what I did to make you dislike me.
Professor: You never answered my question. Why are you in the Masters program?
Erica: Because I need my degree.
Professor: You need your degree. You know, Erica, when I was your age, there wasn’t one female tenured Professor in this faculty. But I didn’t care, because I knew that this was what I was meant to do. Do you have any idea how frustrating it is to watch students waste years hiding out in university when they could be pursuing their dreams?
Erica: And how do you know I’m hiding out?
Professor: Because you can’t answer the most basic question. Why are you here? You’re a bright girl, Erica. What do you want to do with your life?
Erica: I wanna be an editor. I wanna publish books. And I wanna start my own company, as crazy as that sounds.
Professor: You know, Erica? 30 years ago, when I told my father that one day I wanted to chair the English Department, he laughed in my face. Leave the degrees to the academics; you follow your heart, Erica. Don’t you let anyone try to stop you.

Erica: Thank you, Professor.

Professor: You’re welcome.

Sempre que escuto a professora questionado fico me perguntando sobre meus sonhos. Onde eu quero chegar? O que eu preciso abrir mão, estou no caminho correto? Ainda não tenho uma resposta certa, mudei de cidade, de trabalho, de amigos, de rotina, avancei, mas será que foi a escolha correta? Tantos caminhos, tantas opções e sempre ficamos nos questionando… Será?

#prontosurtei

 

 

 

Arrumando a casa

As vezes a gente tem a impressão de que depois de uma viagem a sua casa estará limpa. Como se um ajudante invisível surgisse magicamente e você fosse recebido com um lugar organizado. Também acreditamos que dentro da mala as suas roupas estarão todas limpas e separadas, todas dobradas e organizadas pela cor.

Acabo de voltar de viagem, foi tudo ótimo, não posso reclamar. Mas no lugar de voltar com a cabeça mais calma, ela voltou do jeito que estava ao sair, ainda mais bagunçada, afinal nenhum ajudante mágico apareceu para organizá-la e o tempo de duração da viagem só serviu para acumular ainda mais pó e sujeira. Dentro da mala, trouxa ainda mais sentimentos confusos, nada de sentimentos organizados por cor, nada de pensamentos limpos e engomados.  Sabe aqueles dias em que você acorda mais confuso e com vontade de gritar, mas sem saber o que gritar? Estou vivendo um desses.

- Você está bem?

- Não

- O que aconteceu?

- Tudo e nada

- Como assim?

- Não sei e não quero saber.

- Vamos guardar essas bagagens naquele quarto que ninguém usa?

- Ele já está lotado.

- Então acho melhor você começar a arrumar a casa.

- É…

 

E voltamos com o Pronto Surtei :)

Friendship

“Friendship. Two people choose eachother through some strange mix of alchemy and circumstance. On the surface, the reason for our choice seems obvious. They share our interests. They make us laugh. But is there more to it than that? And do we ever really stop and wonder, why this person and not another?” Being Erica s03e01

Being Sinkos

Nossa, faz tempo que não faço isso. Espero que seja igual a andar de bicicleta :)

Como vão vocês,  o que mudou nesse período de ausência? Bem, comigo mudou muita coisa. Mudei de cidade, de casa, de emprego, de foco, de vida , só não mudei quem eu sou :) , mas vamos desenvolver o assunto o/

Hoje, fazem exatamente 4 meses que cheguei a São Paulo. Ainda não tive tempo para parar para pensar, mas saí de Foz do Iguaçu acreditando em um sonho, que eu não tinha certeza se conseguiria resolver por aqui.

Desde o momento que eu pedi demissão em Foz e fiquei quase 1 mês parado, algo me dizia para aproveitar aquele tempo livre, pois quando tudo começasse, seria uma enxurrada e eu seria carregado. É engraçado você pensar como um e-mail pode mudar sua vida enlarge your penis, mas foi exatamente o que aconteceu, tive menos de 1 dia para tomar a decisão e 7 dias para trazer minha vida para São Paulo (minha vida nesse caso significou 4 caixas de livro, roupas e calçados. )

Por um lado, essa correria foi boa. Eu não tive tempo de pensar se estava fazendo o caminho correto. Uma coisa é quando você escuta aquele conselho “você é jovem, pode se arriscar”, outra coisa é quando você está no meio disso tudo. Na real, eu tinha tudo para dar errado: Falta de experiência, pressão da cidade nova, pressão no trabalho e fora a cobrança pessoal. Sabe quando você está na beira do precipício e pode voltar ou arriscar e dar o pulo? Então, acho que o mais lógico é dizer que eu queria os dois e acabei tropeçando na beirada. Não foi a decisão mais lógica, mas foi o que aconteceu.

E hoje eu estou aqui, 4 meses depois, tentando entender o que significou isso tudo. Na verdade, eu ainda não sei. Ainda estou no meio da queda, não sei se vou me quebrar, se será um lindo pouco ou se essa queda será eterna. Ainda não sei se o pulo disfarçado de tropeço foi a melhor decisão. Ainda não tenho certeza de nada e nem sei se vou ter. Dúvidas, dúvida, dúvidas, elas deveriam parar de surgir em algum ponto da vida, não é mesmo? Ops, outra dúvida :)

Até a próxima o/

Música do Post – All I ever wanted to be

Ócio não criativo

Eu estava conversando com um amigo, quando me venho a idéia desse post. Em meio as perguntas e um seriado na TV comecei a pensar no que eu estou fazendo com a vida, sim essa linda entidade que faz parte do nosso corpo. Quando estamos trabalhando, sempre vem a famosa frase clichê ” Se eu tivesse mais tempo”, então, aqui vai a primeira dica, anote essas idéias, quem sabe você pode escrever um livro chamado ” 1000 coisas para fazer quando tiver algum tempo livre“. Bem, eu não anotei, e o excesso de fluxo de informações da internet fez com que meu cérebro tenha uma capacidade cada vez menor de memorizar ( mesmo sabendo a letra do bed intruder), o resultado é que eu não lembro exatamente o que eu tinha de tão importante para fazer.

Claro que fiz várias coisas, fui naquele ponto turístico da cidade que você só frequenta quando algum amigo te visita, li alguns livros, coloquei os seriados em dia, caminhadas, mas nada tão empolgante a ponto de você falar, “Ufa, uma coisa a menos para fazer na vida”. E se você nunca tivesse trabalho, será que teria essas mesmas vontades? E qual é o problema afinal de se dedicar um pouco ao ócio? Ok, na sociedade capitalista, onde tempo é dinheiro, você não está produzindo nada, apenas consumindo, mas e se eu estiver bem com isso? Será que eu posso ficar bem com isso? Ops!

O fato é, apesar de tudo eu estou bem, lidando com o desemprego da forma como eu acho que é melhor, na era da soluções mágicas em livros de auto-ajuda fica cada vez mais difícil acreditar que você está certo e não uma autoridade que só é uma autoridade porque escreveu algo. Será que agora eu sou uma autoridade? :)

Outro trecho de um livro da Isabel Allende

“As feiticeiras, como os santos, são estrelas solitárias que brilham com luz própria, não dependem de nada nem de ninguém, por isso não têm medo e podem se atirar no abismo, seguras de que não vão se arrebentar e de que sairão voando. Podem se transformar em pássaros para ver o mundo de cima, ou em vermes capazes de enxergar tudo por dentro, podem viver em outras dimensões e viajar para outras galáxias, são navegantes num infinito oceano de paz e conhecimento.” Isabel Allende

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Um trecho maravilhoso do livro Paula da Isabel Allende

Gostaria de voar numa vassoura e dançar com outras bruxas pagãs no bosque à luz do luar, invocando as forças da Terra e afugentando demónios, quero converter-me numa velha sábia, aprender antigos encantamentos e segredos de curandeiros. Não é pouco o que eu pretendo. As feiticeiras, tal como os santos, são estrelas solitárias que brilham com luz própria, não dependem de nada nem de ninguém, por isso carecem de medo e de lançar-se cegas no abismo com a certeza de que em vez de se destruírem sairão a voar. Podem converter-se em pássaros para ver o mundo de cima ou vermes para vê-lo por dentro, podem habitar noutras dimensões e viajar para outras galáxias, são navegantes num oceano infinito de consciência e conhecimento.”
Isabel Allende
“Paula”

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Problemas

Ocorreu algum problema no servidor do #prontosurtei, por isso o layout está todo cagado. Durante esta semana prometo organizar tudo.

Pronto, surtei com música (4)

A música dessa semana se chama Infinite Possibility, da banda Markattack. Ela foi abertura do seriado The Best Years que chegou a ter sua primeira temporada exibia no Brasil mas sem muito sucesso, afinal, o velho clichê norte-americano da estudante que começa a faculdade, tem um grande segredo que a colega do quarto descobre e acaba com a vida dela não faz tanto sucesso por terras tropicais, se bem que malhação sempre consegue provar o contrario.
Não preciso de muita explicação para dizer o motivo do surto, sempre descubro a letra dessas músicas em momentos de crise e elas sempre se encaixam com maestria nos meus problemas.

Sometimes it seems impossible
As vezes parece impossível
you dont want to go on and on
Você não quer insistir
but I know, you’ll find a way and
Mas eu sei, você irá encontrar um caminho e
you will go anywhere you wanna go
Vai para qualquer lugar que você deseja ir
see anything you wanna see
Verá qualquer coisa que deseja ver
do anything you wanna do
Fará tudo o que você quer fazer
be anyone you wanna be
Ser quem você quer ser
go where you need to go
Ir onde você quer ir
do anything that makes you free
Fazer tudo que te fazer se sentir livre
(ahhhh)

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